07/09/2009 - 05h00
Câmara perdoa 85% das faltas na legislatura atual
da Folha Online
Desde fevereiro de 2007, data do início da atual legislatura, a Câmara perdoou 85% de todas as ausências dos deputados, informa reportagem de Ranier Bragon e Maria Clara Cabral para a Folha (íntegra disponível para assinantes UOL e do jornal). O argumento de "missão oficial" fora do Congresso foi a justificativa mais usada, com picos de esvaziamento em dias próximos a feriados, fins de semana ou festas regionais.
É o que mostram dados oficiais da Câmara analisados pela Folha, que apontam também para a retomada de um lento crescimento do fenômeno da indústria das faltas, após um recuo ocorrido em 2007.
De um lado, vem caindo o índice de presença dos deputados nos dias de votação --em geral terças, quartas e quintas-feiras de manhã. Depois de ter atingido uma média de 86% de presença em 2007 (441 dos 513 deputados, em média), o mais alto dos últimos anos, o índice nos primeiros sete meses de 2009 caiu para 83% (426).
Conforme a Folha mostrou em reportagem de 2006, o maior número de ausências se concentra em datas próximas a feriados, festas regionais ou fins de semana. O ranking dos 20 dias de votação mais esvaziados da atual legislatura mostra, em primeiro lugar, o dia 17 de julho de 2007, o último antes do recesso do meio do ano. E o fenômeno se repete neste ano. Enquanto a média de falta dessa legislatura é de cerca de 78 ausências, na quinta-feira que antecedeu o Carnaval de 2009 houve um pico, com 216 faltas (172 foram abonadas).
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u620362.shtml
Da Blogueira:
É esse o presente que o Brasil ganha de seus políticos. É esse o presente que nós brasileiros ganhamos por elegermos essa corja. Na vida empresarial, falta é falta, perde-se salário, férias e etc. Na política não. Nós somos os melhores patrões do mundo, eles faltam e a gente continua pagando seus salários integrais. Mas esperar o que dessa cambada, não é? Estamos carecas de saber que eles trabalham em causa própria. Acha que a Câmara daria falta a si?
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