domingo, 25 de maio de 2008

Mais de R$ 1 milhão mensais...

Senadores querem aumentar verba de gabinete em mais de R$ 1 milhão
Na surdina, os políticos estão a um passo e criar mais um cargo de assessor de confiança para cada um dos 81 membros do Senado

Leandro Colon - Correio Braziliense

Publicação: 23/05/2008 10:17
Atualização: 23/05/2008 10:23

Na calada, o Senado está a um passo de aumentar a verba de gabinete dos parlamentares ao criar mais um cargo de assessor de confiança para cada um dos 81 políticos. O salário integral da função é de R$ 9.979,24. Somando os gabinetes, mais os das lideranças partidárias e membros da Mesa Diretora, o novo cargo vai gerar um custo mensal de R$ 900 mil, fora despesas com encargos sociais e horas extras.

O ato que cria essa função, chamada de assessor parlamentar, já está pronto e assinado pelos líderes partidários e integrantes da Mesa. O documento, no entanto, repousa com discrição numa gaveta da diretoria-geral do Senado para ser publicado nos próximos dias.

Para não fazer alarde, o ato não precisa passar agora pelo plenário. Resolução a ser aprovada no fim deste ano ratificará, de uma só leva, essa decisão e outras administrativas que forem editadas pela Casa durante 2008. Uma estratégia comum para despistar medidas impopulares.

A criação do cargo é uma reação dos senadores à decisão da Câmara de aumentar a verba de gabinete dos deputados. No mês passado, a Mesa Diretora da Casa aumentou de R$ 50,8 mil para R$ 60 mil o valor disponível aos deputados para a contratação de funcionários.

Enciumado, o Senado decidiu fazer a mesma coisa. Mas, para não encarar o desgaste de elevar o custo dos gabinetes cada vez mais inchados, os senadores optaram por um caminho discreto, sem barulho.

O regimento permite ainda o milagre da multiplicação: transformar um cargo de assessor que ganha R$ 9 mil em quatro vagas de R$ 2,4 mil. Nada mal para um gabinete que já conta, no rol de funcionários de confiança, com cinco assessores técnicos, seis secretários parlamentares e um motorista. Juntos, eles são responsáveis por uma folha de pagamento de cerca de R$ 97,5 mil mensais por senador.

Sem falar nos cargos efetivos, que são aqueles ocupados por quem fez concurso público: um chefe e um subchefe de gabinete, cinco assistentes técnicos, um analista legislativo e um técnico legislativo.

Os 81 senadores têm direito ainda, além do salário de R$ 16,5 mil, a R$ 3 mil de auxílio-moradia, R$ 15 mil de verba indenizatória, R$ 733 para uso da gráfica e R$ 500 para telefone residencial. Eles recebem também 13º salário, e outros dois, um no início e outro no fim do ano, para ajuda de custos, além de 25 litros de combustível por dia, com carro e motorista, e quatro passagens de ida e volta para o estado deles.

Pressão
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse ao Correio ser contra a iniciativa. Mas revelou a pessoas próximas que vem sendo pressionado por parlamentares e diretores da Casa a levar a ratificar criação desse novo cargo. “Eu não sou favorável. Oficialmente, ainda não existe nada”, disse.

Os senadores não escondem a alegria com a possibilidade de indicar mais um funcionário ou até quatro para o seu gabinete. Indagados sobre o assunto pela reportagem, Augusto Botelho (PT-RR) e Valter Pereira (PMDB-MS) revelaram o entusiasmo. “Eu não me incomodaria nem um pouco”, disse o petista. “Eu acho ótimo. Estou precisando de pelo menos mais dois assessores”, afirmou o peemedebista.

Já o líder do PDT, Jefferson Péres (AM), criticou a iniciativa. E disse que adotará uma postura contrária à elevação da verba de gabinete dos senadores. “Eu sou contra. Acho um absurdo. Já temos muitos funcionários. Eu mesmo ainda não preenchi todas as vagas. Acredito que criar um outro cargo seja inconstitucional”, disse.

Apesar do argumento de Péres, a Constituição assegura ao Senado a prerrogativa de aumentar o quadro de funcionários. Essa autorização está no inciso 13 do artigo 52 da Constituição, que trata das competências exclusivas da Casa. De acordo com o texto, cabe ao Senado “dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços”.

As regalias
Confira as benesses de um senador

Salário R$ 16,5 mil
Décimo-terceiro salário + outros dois, um no início e outro no fim do ano para ajuda de custo
Verba indenizatória - R$ 15 mil mensais
Auxílio-moradia - R$ 3 mil
Combustível 25 litros por dia para um veículo cedido pelo Senado
Viagens - Quatro passagens mensais de ida e volta para o seu estado

No gabinete
Funcionários comissionados (indicados por confiança):
5 assessores técnicos
6 secretários parlamentares
1 motorista

Servidores efetivos (por concurso público)
1 chefe e um subchefe de gabinete
5 assistentes técnicos
1 analista legislativo
1 técnico legislativo

http://www.correiobraziliense.com.br/

Da Blogueira:
E eu no sufoco para pagar minhas contas. Engraçado, por que eu não tenho mais dois salários anuais para ajuda de custos?
Hum, vou ali pegar a HP12 e calcular quanto esses meus funcionários parlamentares me custam. Estão muito caros. Mas também, quem mandou eu dar a eles carta branca para fazerem o que quiserem e bem entenderem?? (... a Constituição assegura ao Senado a prerrogativa de aumentar o quadro de funcionários. Essa autorização está no inciso 13 do artigo 52 da Constituição, que trata das competências exclusivas da Casa. De acordo com o texto, cabe ao Senado “dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços”.)

domingo, 18 de maio de 2008

Whose Rain Forest Is This, Anyway?

Da BBC Brasil - 18/05/2008 05:01

'De quem é a Amazônia, afinal?', diz 'NY Times'

Jornal americano diz que Brasil se preocupa com soberania da floresta.
Uma reportagem publicada neste domingo no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.

No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".

O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".
"Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos."

Acesso restrito
O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.

"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.

O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".

"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las."

"É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

http://noticias.br.msn.com/artigo_BBC.aspx?cp-documentid=7511393

The World
Whose Rain Forest Is This, Anyway?

RIO DE JANEIRO — For as long as most can remember, Brazil has gazed nervously at maps of the vast, mostly uninhabited territory of the Amazon rain forest.

In the 1960s and ’70s, generals here saw the colonization of the Brazilian Amazon, which is half the size of Europe, as a national security priority. Ocupar para não entregar — “occupy it to avoid surrendering it” — was the slogan of the day. Highways were built, and Brazilians were offered incentives to conquer the land in the Amazon and transform it in the name of development.

There was more behind the nervousness than idle conspiracy theory. Even then, such a unique and vast repository of riches stirred imaginations worldwide. Herman Kahn, the military strategist and futurist, pushed the idea of establishing a freshwater lake in the Amazon to transform the area into a center of agricultural production.

Now, with the world focusing on the promises of biodiversity and the perils of global warming, a chorus of international leaders have ever more openly declared the Amazon part of a patrimony far larger than that of the nations that share its territory. “Contrary to what Brazilians think, the Amazon is not their property, it belongs to all of us,” Al Gore, then a senator, said in 1989.

Such comments are not taken lightly here. In fact, they have reignited old attitudes of territorial protectionism and watchfulness for undercover foreign invaders (now including bioprospectors).
The government of President Luiz Inácio Lula da Silva is pushing a law that would restrict access to the rain forest, requiring foreigners and Brazilians alike to obtain a special permit to enter it. Brazilian officials say it would separate bad non-governmental organizations from good ones, and deter so-called “biopirates” — those who want to patent unique substances discovered in the forest.

“The Amazon is ours,” Justice Secretary Romeu Tuma Jr. said in an interview. “We want to know who is going there and what they are going to do. It’s a question of national sovereignty.”
But that question is not as straightforward as it may seem. One man’s savior of sovereignty can be another’s despoiler of the forest.

And many Amazon experts say the proposed restrictions conflict with Mr. da Silva’s own efforts to give Brazil a greater voice in global climate change talks — an implicit acknowledgment that the Amazon is critical to the world at large. In addition, his critics have seized on a report in January of a spike in deforestation, as proof the government has not been safeguarding the region well.

Last week, Marina Silva, a fierce advocate of rain forest preservation, resigned as Mr. da Silva’s environmental minister after losing a series of political battles to him over development programs.

Seen in a global context, the restrictions reflect a larger debate about sovereign rights versus the world’s patrimony. International companies, for example, vie with nations to claim and develop resources in virgin territory in the Arctic, as melting ice reveals potentially vast oil and mineral deposits. There is also a struggle over who is entitled to grant access to international scientists and environmentalists seeking to protect such areas, and to companies seeking to exploit them. It is a struggle likely only to become thornier in coming years, in the face of two conflicting trends: rising demand for energy resources and increasing concern about climate change and pollution.

Here in Brazil, which contains 60 percent of the Amazon’s territory, this new debate is cast in terms recognizable from the past — notably the long-held suspicion by conservatives and the military that the real goal of foreigners is to take control of Brazil’s tropical wilderness and its riches.

The Amazon’s global importance is well established. It acts as a climate regulator, directly affecting rainfall patterns in Brazil and Argentina. Its winds, recent studies say, may even affect rainfall in Europe and North America. The burning and decomposition of trees cut down for development makes Brazil’s chunk of the Amazon responsible for about half of the world’s annual greenhouse-gas emissions from deforestation, says Meg Symington, Amazon director for the World Wildlife Fund in the United States.

Brazilian fears that the Amazon would be occupied by thieving foreigners go back at least to 1876, when Sir Henry Alexander Wickham took seeds from Brazil’s rubber-bearing trees back to London, from where they were sent to what is now Malaysia, as well as Africa and other tropical locations, dooming the Amazonian rubber boom.

Since then, there have been only scattered documented cases of what the Brazilians think of as biopiracy. The pharmaceutical company Bristol-Myers Squibb, for example, found that the venom of the jararaca snake could help control high blood pressure and used it to create the drug Captopril. But by and large, said Thomas E. Lovejoy, president of The Heinz Center, a supporter of environmental research, “Biopiracy is a real red herring.”

Still, Brazil has extreme sensitivity to foreigners doing scientific work in the Amazon. Marc van Roosmalen, a Dutch-born primatologist and naturalized citizen, was arrested in 2002 and sentenced to 16 years for possessing monkeys in captivity without proper authorization, according to Brazilian newspapers. He is appealing the sentence.

Mr. Lovejoy and others in advocacy organizations worry that the Amazon restrictions will discourage science, hurt ecotourism and shield Brazil from scrutiny. “The government is not interested in more people going to the Amazon to address the incompetence it has shown in slowing deforestation,” said Marcelo Furtado, campaign director for Greenpeace Brazil.

Mr. Tuma said the authorizations for access will be decided by the justice and defense officials. Foreigners in violation without a permit could be fined $60,000 or more.

“We are not looking to criminalize the activities of the N.G.O.’s,” he said. “We want to give prestige to the serious N.G.O.’s, the serious international groups that have contributions to make to Brazil and to the world.”

But José Goldemberg, a former environmental secretary for the state of São Paulo, echoed many environmentalists in calling the strategy “paranoid,” and evoked the way the cold war Kremlin sealed off whole areas from prying eyes.

“If you try to control it, this will end up like the Soviet Union,” he said.

http://www.nytimes.com/2008/05/18/weekinreview/18barrionuevo.html?scp=2&sq=alexei+barrionuevo&st=nyt


Da Blogueira:

Oras, apenas mais uma investida dos ianques. Não bastou a busca por armas químicas (leia poder e petróleo) no Iraque e agora eles voltam-se para nós. Tava demorando... Com a lábia que a Amazônia é fundamental para a humanidade hoje e sempre, eles convencem os demais líderes (mortos de inveja do que nós temos), para tornar NOSSA AMAZÔNIA terra de ninguém, ou seja, terra onde eles mandam. Não duvidem que conseguindo isso eles debelarão nossa mata para explorar as riquezas sobre solo e subsolo. Não duvidem que o interesse norte-americano é pela grana potencial que nosso verdinho é. Aliás, nosso verdinho é visto como "verdinhas" por eles. Isso sem falar nos royalties advindos da descober de novos fármacos e outros produtos derivados daquele perfeito e riquíssimo ecossistema. Bom, isso já acontece, debaixo nos panos. O que há na Amazônia é gente estrangeira. Falando em gente estrangeira no Brasil, aqueles pilotos que derrubaram o avião da Gol eim... Fala sério, o que aqueles caras estavam fazendo no Brasil??? Hã? Hã? Historinha mal contada eim.

Amigos, já passou da hora de movermos-nos contra os desmandos estadosunidenses. Mas o que é isso afinal? Seremos nós o próximo país a ser invadido por eles? Vocês duvidam? E não duvidem que estando aqui eles quererão botar suas patinhas em nosso petróleo e outros minérios, nossa plataforma continental e nossa Mata Atlântica.

Temos que pensar em algo e temos que fazer algo. Ou num futuro bem próximo seremos apenas uma colônia norte-americana.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Abrindo uma Exceção ao Tema

Casal Nardoni tem prisão decretada e se entrega à polícia
Werther Santana/AE

O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, decretou nesta quarta-feira a prisão preventiva do casal Nardoni, pai e madrasta de Isabella que passam agora à condição de réus pela morte da menina e foram encaminhados ao distrito policial do Carandiru, na zona norte de São Paulo.
Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, acusados pelo assassinato de Isabella em 29 de março, demoraram cerca de quatro horas até deixarem o apartamento do pai de Ana Carolina, no município de Guarulhos, antes de, algemados, serem colocados em camburões separados até seguirem ao distrito policial.
A prisão preventiva segue ao pedido do promotor Francisco Cembranelli, que entregou na última terça-feira à Justiça denúncia contra o pai e a madrasta de Isabella. No documento de 12 páginas entregue ao juiz do 2º Tribunal do Júri, Maurício Fossen, o promotor afirma que Anna Carolina esganou Isabella e Alexandre a jogou de uma altura de 20 metros, da janela do 6º andar do edifício na zona norte de São Paulo onde a família morava.O casal foi denunciado à Justiça por homicídio doloso triplamente qualificado - meio cruel, vítima sem possibilidade de defesa e para garantir a impunidade de delito anterior.As agressões à menina, afirmou o promotor, começaram após uma discussão acalorada entre o casal. "Há provas contundentes de que houve desentendimento, seguido de agressões a Isabella." A briga teria começado já no carro, onde, segundo Cembranelli, há marcas "irrefutáveis" de sangue.A prisão preventiva, argumenta Cembranelli, foi pela necessidade "de garantir a ordem pública, severamente abalada" e pelo reprovável "comportamento social dos denunciados".


(informações Agência Estado)




Da Blogueira:
Não vou comentar aqui a questão judicial ou processual, até porque não sou advogada e entendo patavinas sobre isso. Apenas gostaria de expressar o quanto eu, como mãe que sou, sinto pela mãe desta menina e sinto por esta menina. E pergunto: a que ponto nós, seres humanos, somos capazes de chegar num momento de ânimos exaltados? a que ponto nós conhecemos as pessoas que fazem parte do nosso convívio? até onde vai nossa suposta "normalidade"?
Também não quero fazer comentários aqui sobre o que o casal fez ou deixou de fazer, se eles forem realmente culpados são pessoas dignas de tratamento psiquiátrico porque um pai (de sangue) e uma mãe (ela tem dois filhos) centrados jamais fariam algo assim. Somente pessoas emocionalmente altamente desiquilibradas cometem este tipo de loucura.
Que Deus alivie a dor da mãe do anjo Isabella e que os filhos do casal Nardoni cresçam sem problemas psicológicos pelo que provavelmente presenciaram.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Reforma da Mesa de Sinuca

06/02/2008 - 19h10
Funcionário do Ministério das Comunicações paga com cartão reforma de mesa de sinuca

LORENNA RODRIGUES da Folha Online, em Brasília

Um funcionário do Ministério das Comunicações usou o cartão corporativo para pagar a reforma de uma mesa de sinuca. De acordo com dados do Portal Transparência, Francisco Medeiros Silva usou o cartão corporativo da pasta duas vezes na loja DF Sinuca no dia 4 de maio do ano passado, pagando R$ 800 e R$ 600.
O Ministério das Comunicações alega que o funcionário fez a reforma contrariando ordens superiores.
De acordo com nota divulgada pela assessoria, o secretário-executivo Fernando Rodrigues foi consultado sobre a reforma e negou o pedido. A nota diz ainda que o ministério abrirá um processo contra o servidor "para que sejam tomadas as medidas cabíveis, até a demissão do mesmo".
Segundo o ministério, a mesa de sinuca é antiga e pertence à pasta desde o governo Itamar Franco. A mesa fica na garagem, na sala dos motoristas, e é usada pelos funcionários dos setores de serviços gerais durante o horário de folga.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou que cancelou na semana passada o cartão corporativo de sua administração direta. Outros três cartões administrados por funcionários de carreira ficarão sob a responsabilidade do secretário-executivo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u370137.shtml


Da blogueira:
Agora alguém poderia explicar-me por que um funcionário do ministério possui cartão corporativo? Está uma verdadeira farra isso, não acham? Tudo bem, eu até entenderia o fato dos Srs. Ministros possuírem o tal cartão (com gastos limitados, com limite de crédito e com fiscalização séria), por motivos diversos (no entanto, não do jeito que estão usando), mas funcionário, diria, "raso"? E ainda por cima funcionário que desobedece ordens do seu superior hierárquico? Tudo bem que os caras tenham mesa de sinuca para usarem no intervalo (tá certo, são poucas as empresas que proporcionam coisas do tipo, mas a gente não precisa nivelar por baixo), mas daí o indivíduo, por ter o tal cartão, vai lá e gasta assim? Na boa?

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Escândalo da República dos Bananas - número 5.318

Saõ muitos os assuntos atuais que merecem destaque:

1. Amazônia

2. Leilão de cargos

3. Os cartões de crédito dos Srs. Ministros de Estado - um escândalo na república do metalúrgico (aliás, MAIS UM ESCÂNDALO)

4. CPMF - ela não voltou mas outro imposto seria criado para substituí-lo - e a promessa de não criar outro imposto? Nem pensar em reduzir os gastos do Planalto né?

Assim que as coisas normalizarem por aqui voltarei para comentar todos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Politicamente (In)Correta (?)

Lula tem uma crise cardíaca e morre!
Claro que ele aparece no Inferno, onde o Diabo o aguardava.
O diabo diz a ele:
- Nem sei o que fazer com você.
Evidente que você está na minha lista, porém não tenho mais lugar livre!
Depois de refletir por alguns minutos ele diz:
- Já sei o que vou fazer: tenho aqui três pessoas que não são tão ruins quanto você.
Vou mandar uma delas pro Purgatório e você deverá ficar no lugar dela.
Até vou lhe fazer um favor: você poderá escolher quem você deve substituir!
Lula acha até que a proposta não está tão ruim quanto ele esperava e concorda.

O diabo abre a primeira porta.
Lá dentro está o Collor numa piscina na qual ele nada sem parar, mas quando se aproxima da borda, a borda recua e Collor continua a nadar, nadar e nadar...
- Não, diz Lula. Sinto que não vou me dar bem: sou mau nadador e acho que não conseguiria fazer isso o dia todo!

O Diabo o leva ao segundo compartimento.
José Dirceu está lá, com uma marreta enorme quebrando pedaços de uma pedra gigante.
- Não, diz Lula. Tenho um tremendo problema nos ombros e seria uma agonia perpétua se eu tivesse que quebrar pedras o tempo todo!

O Diabo abre a terceira porta.
Lá dentro está Renan Calheiros deitado numa cama com pés e mãos amarrados.
Debruçada sobre ele, Mônica Veloso faz o que ela melhor sabe fazer na vida: sexo oral!

Lula olha para aquela cena incrível durante um momento e diz:
- OK, fico com esse castigo!
O Diabo sorri e diz:
- OK, Mônica, pode ir para o Purgatório!


Da blogueira:
Recebi essa piadinha e não resisti em publicá-la. Apesar que existem muitos outros assuntos interessantes (sacanagem muito mais pesada) a comentar, ando por uns dias demais ocupada, sem tempo mesmo para pesquisar e publicar. Ainda ficarei alguns dias "off", pois agora estou com problemas no meu pc. Por ora, divirtam-se com a sacanagem leve.

domingo, 6 de janeiro de 2008

A música não muda...



Tira: por Aninha (o original que desenhei é muito tosco, não sou boa com caricaturas, mas melhorarei os traços e postarei posteriormente o desenho original)


Escândalo após escândalo, a reza, a ladainha, a música, o refrão, a frase, o bordão... continua o mesmíssimo! E o povo acredita. Mas, incrivelmente, nada muda. Os acusados são absolvidos (quando acontece algum processo), ou eles somem por uns tempos (até a poeira abaixar); e o figurão do Estado continua com aquela cara de quem nada sabia repetindo exaustivamente a mesma frase: "será apurado e os culpados serão punidos". Quem apura? Qual é a punição? Os "dutos", as malas, as cuecas, as empreiteiras, os dirceus e antonios, as mônicas e seus renans, as anacs, os aviões-bomba e muitos outros casos - punição? onde? quem? quando? quanto?

O país está degringolando e a única coisa que vejo é figurão tirando o seu da reta. Ninguém assume nada, ninguém leva nada até o final (apurações e punições), relatórios acabam aliviando a barra de sujeitos. Vejo na Casa Maior um monte de bandidos, pessoas indignas dos cargos que ocupam, beneficiadas por uma tal de imunidade. Que país é esse que dá imunidade para crimes diversos porque o indivíduo ocupa um cargo público? Aonde está a seriedade deste país? A cada dia concordo mais com aquele francesinho petulante que ousou criticar meu amado Brasil. Mas ele tem cada vez mais razão e, envergonhada, admito isso: nosso país não é sério porque não são sérias as pessoas que politicamente representam-nos para este mundinho afora.